Acesso ao Livro de Exercícios do UCEM
Perguntas para a IA Gemini Google ajudar na prática da Lição
- A Lição 65 está fundamentada em quais capítulos do UCEM?
- Como seria um exemplo de aplicação da Lição 65 no contexto família?
- Como seria um exemplo de aplicação da Lição 65 no contexto trabalho presencial?
- Como seria um exemplo de aplicação da Lição 65 no contexto trabalho Home Office?
- Como seria um exemplo de aplicação da Lição 65 no contexto redes sociais?
- Como seria um exemplo de aplicação da Lição 65 no contexto polarização política, considerando a definição de "Bem Comum" do Catecismo da Igreja Católica?
- Como seria um resumo conciso da teoria e da prática da Lição 65.
- Quais são os benefícios da Lição 65?
- Como seria uma parábola fortemente baseada nos ensinamentos da Lição 65?
Por exemplo: [T-13.VII.9:1]: Refere-se à primeira sentença do nono parágrafo, da sétima seção, do capítulo 13 do Texto.
Resposta da IA Gemini Google
Esta é uma análise aprofundada da Lição 65 de Um Curso em Milagres (UCEM), "A minha única função é aquela que Deus me deu."
📖 Fundamentos Teóricos da Lição 65 no Texto
A Lição 65 é uma declaração central do Livro de Exercícios, sintetizando uma vasta quantidade da teoria do Texto. Ela se fundamenta principalmente nos seguintes conceitos e capítulos:
Capítulos T-1 e T-2 (O Significado dos Milagres / A Separação e a Expiação): Estes capítulos estabelecem que a nossa função é o milagre (o perdão) e que a Expiação é o único remédio. A Lição 65 redefine todas as nossas atividades mundanas sob esta única diretriz: o perdão.
Capítulos T-4 e T-5 (As Ilusões do Ego / Cura e Integridade): Estes capítulos contrastam os objetivos do ego (conflito, culpa, papéis especiais) com o objetivo do Espírito Santo (paz, cura). A Lição 65 é o mecanismo de escolha para o objetivo do Espírito Santo, rejeitando as "funções" conflitantes que o ego nos atribui [T-4.VI.4:1-5].
Capítulo T-17 (O Perdão e o Relacionamento Santo): Especificamente a seção [T-17.VI] "A Função do Mestre-Professor", que define a função unificada daqueles que se dedicam a Deus. A Lição 65 é a versão do aluno dessa mesma ideia.
Capítulo T-24 (A Meta do Especialismo): Especificamente a seção [T-24.II] "A Função Especial", que explica como o Espírito Santo pega o que o ego fez (nossos trabalhos, famílias, relacionamentos) e lhes dá uma nova função—usá-los para o perdão. A Lição 65 é a aceitação dessa "função especial" unificada.
Em suma, a Lição 65 é a decisão prática de alinhar a nossa mente com a função que o Espírito Santo nos dá (o perdão), em vez das muitas funções que o ego inventou (ser vítima, ser herói, estar certo, ser bem-sucedido, etc.).
Resumo da Teoria e Prática
Teoria: O ego nos sobrecarrega com múltiplas "funções" (papéis) contraditórias: ser um bom profissional, um pai perfeito, um cônjuge atraente, um intelectual respeitado, etc. Tentar cumprir todas elas gera ansiedade, culpa e conflito, pois elas inevitavelmente colidem [L-pI.65.2:1-4]. A Lição 65 afirma que Deus nos deu apenas uma função: aceitar a Expiação (o perdão, a salvação) para nós mesmos e estendê-la aos outros. Essa função unifica a mente e garante a paz, pois é a única função que pode ser plenamente cumprida.
Prática: A prática consiste em usar a ideia do dia como um antídoto para o conflito. Ao sentir-se dividido, ansioso ou sobrecarregado por demandas conflitantes (do trabalho, da família, ou internas), deve-se parar e lembrar: "A minha única função é aquela que Deus me deu." [L-pI.65.5:1-3]. Isso refocaliza a mente, tirando-a do objetivo do ego (provar algo, vencer, controlar) e realinhando-a com o objetivo de Deus (perdoar, curar, encontrar paz).
🎯 Exemplos de Aplicação da Lição 65
Aqui estão exemplos práticos de como aplicar a Lição 65 em diferentes contextos:
1. Contexto Família (Ex: Jantar tenso)
Função do Ego: Durante uma discussão sobre finanças ou a educação de um filho, o ego assume várias funções: "Minha função é 'vencer' esta discussão", "Minha função é 'provar' que meu cônjuge está errado", ou "Minha função é 'proteger' meus filhos da má influência do outro".
Aplicação da Lição 65: No meio da tensão, você reconhece o conflito interno e pensa: "A minha única função é aquela que Deus me deu."
Resultado: Sua função real não é vencer ou controlar; é perdoar a si mesmo e ao seu cônjuge pela raiva. O objetivo muda de "estar certo" para "restaurar a paz" na relação. Você para de atacar e começa a ouvir, buscando a união (a função de Deus) em vez da separação (a função do ego).
2. Contexto Trabalho Presencial (Ex: Reunião de equipe)
Função do Ego: Um colega critica agressivamente um projeto seu na frente do chefe. Sua função do ego é: "Defender minha reputação", "Parecer inteligente", "Diminuir o colega (contra-atacar)", ou "Provar meu valor para o chefe".
Aplicação da Lição 65: Você sente a adrenalina da defensiva e lembra: "A minha única função é aquela que Deus me deu."
Resultado: Você percebe que sua função não é "vencer" no escritório; é ser um canal de paz. Em vez de uma resposta reativa, você pode dizer calmamente: "Agradeço a perspectiva. Vou analisar esses pontos." Você perdoa o ataque percebido e se recusa a participar da batalha do ego. Sua função é manter sua paz interior, o que, paradoxalmente, demonstra mais força do que qualquer defesa.
3. Contexto Trabalho Home Office (Ex: Procrastinação e Ansiedade)
Função do Ego: Sozinho em casa, você enfrenta um prazo. As funções do ego são: "Minha função é 'ser perfeitamente produtivo'", "Minha função é 'provar' que mereço este emprego, mesmo sem supervisão", e (quando procrastina) "Minha função é 'me culpar' por ser preguiçoso." O conflito entre "ser produtivo" e "procrastinar" gera ansiedade.
Aplicação da Lição 65: No auge da ansiedade: "A minha única função é aquela que Deus me deu."
Resultado: A função de Deus não é "entregar o relatório"; é "aceitar a paz". Você perdoa a si mesmo pela ansiedade e pela procrastinação. Com a mente livre da culpa, você pode abordar a tarefa com calma, não como um teste de seu valor, mas como uma simples atividade. A função é trazer paz para a tarefa, e não buscar valor da tarefa.
4. Contexto Redes Sociais (Ex: Comparação ou Indignação)
Função do Ego: Ao rolar o feed, você vê um post que gera inveja (viagem de um amigo) ou indignação (opinião política). As funções do ego são: "Minha função é 'julgar' essa pessoa", "Minha função é 'me sentir superior' (ou 'inferior')", ou "Minha função é 'corrigir' o mundo".
Aplicação da Lição 65: Antes de digitar um comentário raivoso ou se afundar na autocomiseração: "A minha única função é aquela que Deus me deu."
Resultado: Sua função não é policiar a internet ou se comparar. Sua função é perdoar a ilusão. Você vê o post (seja de ostentação ou raiva) como um "pedido de amor" ou uma expressão de dor. Sua função é abençoar o sentimento e seguir em frente, recusando-se a deixar que sua paz seja roubada por uma projeção do ego.
🏛️ Aplicação na Polarização Política (e o "Bem Comum")
Este é um cenário complexo que a Lição 65 aborda perfeitamente.
Definição do "Bem Comum" (Catecismo da Igreja Católica, CIC 1906-1909): O "Bem Comum" é o "conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um dos seus membros atingirem mais plena e facilmente a própria perfeição." Envolve três pilares:
Respeito pela pessoa humana.
Bem-estar social e desenvolvimento do grupo.
Paz (segurança e uma ordem justa).
O Cenário da Polarização:
Função do Ego: Na polarização política, cada lado acredita que sua função é "salvar o país" do outro lado, que é visto como uma ameaça direta ao "Bem Comum". As funções do ego são: "Derrotar o inimigo", "Provar que o 'nosso' caminho é o único", "Defender a verdade". O ego define o "Bem Comum" como a vitória da sua ideologia.
Aplicação da Lição 65: Quando confrontado com "o outro lado", o praticante do UCEM lembra: "A minha única função é aquela que Deus me deu."
Resultado: A função de Deus (perdão) transcende a batalha política. O UCEM ensina que o verdadeiro "Bem Comum" é a paz de Deus, e a única ameaça a ela é a crença na separação (o "nós contra eles").
A Lição 65 pede que você perdoe sua percepção de que o outro lado é um inimigo.
Sua função não é "converter" o outro, mas ver além do erro (do ego dele e do seu) o Filho de Deus [T-3.I.7:1-3].
Ao aplicar a Lição 65, você se recusa a odiar. Você pode votar, debater e agir, mas o fará com um propósito diferente: não "derrotar", mas "curar". Sua função é trazer o perdão (a paz) para o conflito, o que é a única contribuição real para o "Bem Comum" do Catecismo (especialmente os pilares 1 e 3: respeito e paz).
✨ Benefícios da Lição 65
Fim do Conflito Interno: Elimina a exaustão de tentar servir a múltiplos mestres (as funções do ego).
Clareza e Simplicidade: Fornece um único critério para todas as decisões. Se uma ação não serve à função de perdoar ou trazer paz, ela é desnecessária.
Paz Consistente: Como a função de Deus é a única que pode ser cumprida sem falha, ela oferece uma fonte constante de paz que não depende de resultados externos.
Autenticidade: Liberta do fardo de ter que "representar" papéis (ser o profissional, o pai, o amigo perfeito) e permite simplesmente ser.
A Parábola dos Muitos Chapéus
Havia uma mulher chamada Helena que possuía uma loja de chapéus. Cada chapéu representava uma função que ela acreditava ter.
Havia o Chapéu de Chef, pesado e manchado, que ela usava para provar que era uma mãe e esposa perfeita, cozinhando refeições complexas que a deixavam exausta.
Havia o Capacete de Construtor, que ela usava no trabalho, onde sua função era parecer forte, nunca errar e "construir" uma carreira, mesmo que isso significasse competir ferozmente com seus colegas.
Havia o Chapéu de Juiz (uma peruca empoada), que ela usava ao assistir ao noticiário, sentindo que sua função era julgar os erros do mundo e sentir indignação justa.
E havia o Chapéu de Vítima, pequeno e cinzento, que ela usava quando as coisas davam errado, cuja função era mostrar o quanto ela sofria silenciosamente.
Helena estava sempre cansada, pois passava o dia trocando freneticamente de chapéu. Seus ombros doíam sob o peso deles, e ela nunca sabia qual chapéu usar, pois muitas vezes o Chapéu de Chef conflitava com o Capacete de Construtor.
Um dia, um Sábio entrou em sua loja. Ele não usava chapéu algum. Helena, nervosa, perguntou qual chapéu ele gostaria de experimentar.
O Sábio olhou para as prateleiras lotadas e disse: "Eu vejo que você tem muitas funções. Mas o Criador de todas as coisas lhe deu apenas uma."
"Qual?", perguntou Helena, exausta.
"Sua única função", disse o Sábio, "é deixar a luz entrar."
Ele apontou para a claraboia no teto da loja, que Helena havia coberto com chapéus velhos para ganhar mais espaço de armazenamento.
"Mas se eu fizer só isso", protestou Helena, "Quem vai cozinhar? Quem vai construir? Quem vai julgar o mal?"
"Tente", disse ele.
Helena, hesitante, subiu a escada e removeu o primeiro chapéu velho da claraboia. Um único raio de sol entrou, iluminando o pó que cobria o Chapéu de Juiz. Helena o jogou no chão.
Ela removeu mais chapéus. A luz inundou a sala, revelando que o Capacete de Construtor estava rachado e o Chapéu de Chef estava mofado. Ela os descartou.
Quando a loja ficou totalmente iluminada, ela percebeu que não precisava dos chapéus. A luz era sua função.
Naquela noite, ela fez um jantar simples (sem o Chapéu de Chef) e sua família conversou como nunca. No trabalho (sem o Capacete), ela admitiu um erro, e um colega a ajudou em vez de competir. Ao ver o noticiário (sem a peruca), ela sentiu compaixão em vez de raiva.
Helena não precisava mais dos muitos chapéus do ego, pois havia aceitado sua única função: ser a luz do mundo.
Leituras recomendadas:
- Capítulo 1
- Capítulo 2
- Capítulo 4
- Capítulo 5
- Capítulo 17
- Capítulo 24


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